sexta-feira, 12 de abril de 2013

17ª Feira Pan-Amazônica do Livro.

 
Considerado o maior encontro literário da região Norte, a Feira Pan-Amazônica do Livro, chega à sua 17ª edição com novidades. A primeira delas é o período de sua realização, que passa a acontecer agora no primeiro semestre, entre os dias 26 de abril e 5 de maio, no Pavilhão de Feiras do Hangar Convenções e Feiras da Amazônia.

A tradição de homenagear um país diferente a cada ano também ganhou adaptações. Em 2013, as honrarias se estendem ao Estado do Pará e ao poeta que o elevou à condição de nação em seus versos – junto com o parceiro Paulo André -, Ruy Barata. No“Encontro Paraense”, nomes como Maria Stella Pessoa, Harley Dolzane, Ney Paiva, Olga Salvary, Maciste e Daniel Leite já estão confirmados.

“Estamos resgatando uma dívida de muitos anos homenageando países mundo afora e esquecendo de homenagear o nosso como sentimento, pelo seu tamanho, riquezas e diversidade cultural”, explica o secretário de Estado de Cultura, Paulo Chaves. “Daqui saiu um dos maiores poetas de todos os tempos, o inesquecível Paranatinga, autor dessa frase histórica, ‘eu sou de um país que se chama Pará’”, reforça, enaltecendo Barata.

Serviço:
XVII Feira Pan-Amazônica do Livro
Data: 26 de abril a 5 de maio de 2013
Hora: 10h
Informações: 4009-8717
Entrada franca

Saiba mais sobre Rui Barata

 
Ruy Guilherme Paranatinga Barata nasceu em Santarém, 25 de junho de 1920 foi um poeta, político, advogado, professor e compositor brasileiro – e paraense.
Filho único de Maria José (Dona Noca) Paranatinga Barata e do advogado Alarico de Barros Barata. Recebeu o nome Rui em virtude da admiração paterna por Rui Barbosa.
O indígena Paranatinga vem do lado materno, que significa rio (paraná) branco (tinga).
Foi alfabetizado pelo pai. Aos dez anos vem para Belém para continuar os estudos.
Primeiro, no internato do Colégio Moderno; depois, no Colégio Nossa Senhora de Nazaré, dirigido pelos Irmãos Marista e em 1938, entrou para a Faculdade de Direito do Pará.
Em meio aos estudos jurídicos sente aumentar a paixão pela poesia tanto que em 1943, publicou seu primeiro livro de poemas Anjo dos Abismos, pela José Olympio Editora, com o decisivo apoio do romancista paraense Dalcídio Jurandir.
Nessa época, o pai de Ruy, Alarico Barata, exercia forte liderança política na região do baixo amazonas contra a violência do chamado Baratismo, liderado pelo caudilho Joaquim Magalhães de Cardoso Barata.
Em decorrência dessa luta contra o autoritarismo de Magalhães Barata, Rui Guilherme Paranatinga Barata entra na política partidária e, aos 26 anos, em 1946, é eleito deputado para a Assembléia Constituinte do Pará, pelo Partido Social Progressista (PSP). Foi reeleito, foi deputado federal e militante do Partido Comunista Brasileiro, o Partidão. Em 1964, com o golpe militar, foi preso, demitido de seu cartório (então 4º Ofício do Cível e Comércio da Comarca de Belém) e aposentado compulsoriamente do cargo de professor da Faculdade de Filosofia da Universidade Federal do Pará, com menos de 10% de seus proventos.
Nessa época, provavelmente, dá início à construção de O Nativo de Câncer, poema inacabado com força épica a contar a história de uma cultura em face da invasão de culturas estranhas, um impressionante inventário das coisas e do homem amazônico, incluindo aí o inventário do próprio poeta, um nativo de câncer.
A partir de 1967, Ruy Barata, que tinha, desde a juventude, uma estreita ligação com a música, passa a compor em parceria com seu filho, o então jovem músico e instrumentista Paulo André Barata. Ruy mostra-se um exímio letrista para as melodias do filho. Compõem dezenas de músicas, de cunho rural e urbano, que se tornaram sucessos nacionais e internacionais.
Em 1978, lança mais um capítulo do estudo sobre a Cabanagem, a revolução paraense de 1835, cuja publicação iniciara no ano anterior pela revista do Instituto Professor Sousa Marques (Rio de Janeiro): O Cacau de Sua Majestade, O Arroz do Marquês, A Subversão do Cacau e do Algodão, A Economia Paraense às Vésperas da Tormenta.
Ruy Barata morreu em 23 de abril de 1990, durante uma cirurgia, em São Paulo, para onde viajara a fim de coletar dados sobre a passagem de Mário de Andrade pela Amazônia.
Sua estátua está nos jardins do Parque da Residência, antiga Casa dos Governadores do Pará. Empresta seu nome a uma avenida, ainda em construção, que vai margear as águas da baía do Guajará em Belém e tem sua imagem em mais alguns pontos turisticos da capital paraense como por exemplo o Ver-O-Rio.

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