Mendonça Filho assume com a promessa de manter políticas que tenham impacto direto na população.
“Nenhum dos importantes projetos, das importantes missões, nenhum
deles será descontinuado”, afirmou nesta sexta-feira, 13, o novo
ministro da Educação e Cultura, Mendonça Filho, ao se apresentar aos
servidores e colaboradores. Ele citou, nominalmente, o Programa Nacional
de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), o Exame Nacional do
Ensino Médio (Enem) e o Programa Universidade para Todos (ProUni) como
políticas que têm impacto direto na população e devem ser mantidos.
“Nós teremos a responsabilidade de fazer com que todos os grandes e
importantes projetos do Ministério da Educação sejam preservados,
mantidos e aprimorados”, disse o ministro, que confirmou o nome da
professora paulista Maria Helena Guimarães como secretária-executiva.
Mendonça Filho também falou dos desafios apresentados pelo Plano
Nacional de Educação (PNE), pela Base Nacional Comum Curricular (BNC) e
da educação básica. “O PNE deve ser sempre o objetivo central do
ministério, como grande condutor da política educacional brasileira. A
discussão ampla, aberta e democrática da Base Nacional Comum Curricular é
algo fundamental para que possamos integrar o Brasil do ponto de vista
educacional: o ensino básico como grande prioridade.”
Para o ministro, assumir o ministério é uma missão institucional em
um momento sensível da política brasileira. “Sem preconceitos, com
absoluta responsabilidade, eu assumo o Ministério da Educação
conclamando a todos para que possamos ter um clima de harmonia, de
respeito mútuo, de respeito às divergências e de construção de uma boa
equipe técnica”, disse.
Carreira — Mendonça Filho assinou o termo de posse
como novo titular do agora denominado Ministério da Educação e Cultura
na quinta-feira, 12, em cerimônia realizada no Palácio do Planalto. Aos
49 anos, com experiência nos poderes Legislativo e Executivo, o novo
ministro tem o desafio de tocar uma das pastas mais importantes do país.
Nascido em 12 de julho de 1966, em Recife, José de Mendonça Bezerra
Filho começou a carreira política em 1986, ao ser eleito deputado
estadual, em Pernambuco. Quatro anos depois, foi reeleito. Em 1991,
licenciou-se para assumir a Secretaria de Agricultura do estado. Como
deputado federal, estava no terceiro mandato (1995-1999, 2011-2015 e
2015-2019) antes de ser convidado pelo presidente interino da República,
Michel Temer, para assumir o comando do MEC.
Casado, pais de três filhos, Mendonça Filho é graduado em
administração de empresas pela Faculdade de Ciências Administrativas da
Universidade de Pernambuco (UPE), fez curso de gestão pública pela
Kennedy School, escola de governo da Universidade de Harvard (EUA).
Começou a vida pública aos 20 anos. Foi o deputado estadual mais novo
eleito no país. Elegeu-se governador de Pernambuco em 2006. Antes, foi
vice-governador em 1999–2002 e 2002–2006, secretário de estado
(1991–1993) e deputado estadual por dois mandatos (1987–1990 e
1991–1994). Na Câmara dos Deputados, na área de educação, apresentou
projeto para ampliação do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) a
alunos de autarquias municipais e para estabelecer os 6 anos como idade
máxima para alfabetização das crianças na rede pública.
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